Biópsia líquida por DNA tumoral circulante avança de promessa a realidade regulatória — e as evidências desta semana mostram o quão longe já chegamos.
ctDNA antecipa recidiva no câncer de mama precoce com 8 meses de vantagem. Análise de 313 pacientes pós-quimioterapia adjuvante mostrou que 94% dos casos com ctDNA detectável ~2 anos após tratamento desenvolveram metástase; a detecção antecipou a recidiva clínica em mediana de 7,9 meses, com hazard ratio de 33,3 para recorrência e 27,3 para sobrevida (Europe PMC).
Biópsia líquida agora é biomarcador preditivo primário em câncer de mama HR+/HER2- metastático. Revisão em *Current Opinion in Oncology* documenta que detecção de mutações ESR1 e PIK3CA em ctDNA alcançou validação regulatória e orienta escolha de terapia endócrina e terapias-alvo, com monitoramento capaz de antecipar resistência antes da progressão radiológica (Europe PMC).
Algoritmo HRDetect identifica 22% de tumores ovarianos sem BRCA mutado, mas com prognóstico favorável a PARPi. Sequenciamento de genoma completo em 185 pacientes de carcinoma tubo-ovariano revelou que o teste baseado em assinaturas mutacionais e rearranjos estruturais estratifica sobrevida (6,2 vs. 4,1 anos) e prevê resposta a inibidores de PARP independentemente do status BRCA (Europe PMC).
Fragmentômica de cfDNA diferencia massas renais benignas de malignas com acurácia >94%. Classificador de machine learning que combina alterações no número de cópias, metilação e pegada nucleossômica atingiu AUC de 0,946 em validação independente, com especificidade de 87–90% — uma alternativa não invasiva à biópsia percutânea (Europe PMC).
Testes point-of-care para dengue e HIV chegam a sensibilidade attomolar e soroespecificidade em 60 minutos. RT-LAMP de dupla leitura sorotipa os quatro sorotipos de dengue com sensibilidade >78%; ensaio RCA-rCRISPR detecta HIV-1 em 10⁻¹⁸ M e quantifica carga viral por smartphone, sem marcação fluorescente (Europe PMC).
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